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terça-feira, 11 de julho de 2017

De onde vêm nossas doenças?

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A dor é uma surpresa sempre. Por mais que se ensine que a dor é inerente à natureza, quando acontece em nós fazemos um alarde: por que aconteceu isso logo comigo?
Esse "logo comigo" é a expressão do nosso egoísmo, pois se fosse com os outros a dor não nos incomodaria.
A doença revela a fragilidade da natureza humana, mostra sua capacidade e seus limites. A grande luta da ciência está no prolongar a vida, no acabar com a dor, no extirpar as doenças.


De quem herdamos nossa natureza humana? Evidentemente herdamos de nossos pais tudo o que havia de bom e o que havia de ruim, de fraco. Essa é uma das fontes da doença: uma natureza enfraquecida só pode transmitir fraqueza, a propensão para certas doenças, os desvios da hereditariedade.
Hoje vemos como o homem manipula a natureza atrás do lucro. Há ganhos e perdas irremediáveis: contaminação da atmosfera, destruição da camada de ozônio, contaminação dos rios, dos alimentos, poluição ambiental, desequilibro do ecossistema... E o nosso corpo é a vítima que não tem como resistir a tantas agressões. Aparecem as doenças. E doenças cada vez mais enigmáticas e que não conseguimos combater.
Podemos falar de força de destruição que essas manipulações criam. Deus não tem nada a ver com isso. Ele nos dá a vida, a capacidade de gerenciá-la. O que resolvemos fazer é um problema que nos toca.
Muitas doenças são criadas pela mente humana em desequilíbrio. O descontrole faz com que as pessoas somatizem seus problemas, suas insatisfações. A falta de motivação para viver leva as pessoas a enfrentarem situações dolorosíssimas. A força da mente descontrolada projeta sobre o organismo a doença, que vem como uma fuga, uma chamada de atenção sobre si, uma desculpa para viver ou uma desistência de viver. É a incapacidade de enfrentar os problemas e as situações imprevistas ou desagradáveis.
Uma boa cabeça, um modo mais positivo de encarar a vida e os problemas evitaria esses transtomos.
A doença pode levar-nos a reflexões valiosas e ricas e pode conduzir-nos a um amadurecimento pessoal. Nas doenças o desespero não ajuda. O que pode ajudar é a solidariedade, a presença fraterna de pessoas abnegadas que se dedicam caridosamente aos enfermos.
Temos todo o direito de procurar a cura. Mas, quando devemos enfrentar a doença, vamos associar-nos aos sofrimentos de Jesus na certeza de que ele continua em nós sua história de paixão e de morte como caminho de ressurreição. São Paulo diz: "Eu completo em meu corpo o que falta à Paixão de Cristo".

Texto extraído do Livro: Religião também se aprende - Padre Hélio Libardi (editora Santuário).

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Oração de São Francisco


Oração de São Francisco de Assis Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união; Onde houver dúvida, que eu leve a fé; Onde houver erro, que eu leve a verdade; Onde houver desespero, que eu leve a esperança; Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz. Consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém