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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Venezuela: Papa e Vaticano não mediram esforços para resolver a crise

A repressão dos corpos de segurança do Estado provocaram mais de dez mortes

(ZENIT –Roma, 31 Jul. 2017).- O Cardeal Pietro Parolin reafirmou que o Papa e Secretaria de Estado não mediram esforços para resolver a crise na Venezuela, neste domingo na Italia.

E eleição para formar sua polêmica Assembleia Constituinte realizada neste domingo foi ofuscada pela repressão dos corpos de segurança do Estado que provocaram mais de dez mortes. Enquanto os centros de votação registraram uma participação muito inferior à esperada. A oposição, que não participou dos comícios, qualificou a consulta como “ilegítima”.

O cardeal que foi núncio no país de 2009 a 2013 indicou: “Nos empenhamos muito, um pouco também por este afeto que tenho pela Venezuela, tendo trabalhado ali”.

“Os mortos são muitos e acredito que não existam outros critérios a serem seguidos se não o bem destas pessoas. É necessário encontrar uma maneira pacífica e democrática para sair desta situação e o único caminho é sempre o mesmo: se deve encontrar, conversar – mas seriamente – para se encontrar um caminho de solução”, disse.

O purpurado também salientou que a Igreja venezuelana “não está do lado da oposição, mas apoia a maioria de nosso povo” que “quer que mude o governo” e “quer fazer isto de modo pacífico”.

Por sua vez o Cardeal Jorge Urosa Savino, declarou que a convocação para a votação era “ilegal e inválida, pois não foi convocada pelo povo”. E que “os bispos venezuelanos são unânimes em rejeitar a Constituinte e pedem ao governo que mude a sua atitude”, sublinhando que a reforma constitucional está “longe de solucionar os problemas” e que só irá “agravar o conflito político”.

O processo eleitoral venezuelano foi rechaçado pelos governos de Argentina, Peru, Canadá, Colômbia, Panamá e Estados Unidos. O Itamaraty lamentou que a Venezuela tenha ignorado os pedidos da comunidade internacional para desistir do pleito.

Ainda não foram divulgados dados oficiais, mas dirigentes da oposição e analistas locais calcularam que, nas estimativas mais otimistas para o governo, cerca de 2,2 milhões de venezuelanos, do total de 19,5 milhões de eleitores.

O mandatário Nicolás Maduro disse que “esta é uma Constituinte para colocar ordem, para fazer justiça e defender a paz”.

Fonte: Zenit

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Oração de São Francisco de Assis Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união; Onde houver dúvida, que eu leve a fé; Onde houver erro, que eu leve a verdade; Onde houver desespero, que eu leve a esperança; Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz. Consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém