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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Catedral Metropolitana de Juiz de Fora

A Catedral Metropolitana de Juiz de Fora é um templo católicolocalizado no centro da cidade de Juiz de Fora. É sede da Arquidiocese de Juiz de Fora, cuja jurisdição abrange 37 municípios da Zona da Mata Mineira, e templo oficial do Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, onde são realizados os principais e mais solenes eventos e celebrações da Igreja Católica da região.

Atualmente, a Catedral está sob a administração do pároco e vigário geral da Arquidiocese, o Monsenhor Luiz Carlos de Paula; de quatro vigários paroquiais, os padres Antônio Pereira Gaio, Danilo Celso de Castro, Fransérgio Garcia e Welington Nascimento de Souza; dois diáconos permanentes, Ruy Figueiredo Neves e Waldeci Silva.


História

Detalhes precisos acerca do surgimento do templo são poucos. O que se sabe é que a primeira capela de Santo Antônio, origem remota da Catedral, teria existido no Morro da Boiada (atualmente bairro Santo Antônio) e teria desmoronado.[

Um segundo templo foi construído no mesmo local, na propriedade do Sr. Antônio Vidal. Com a venda do terreno em 1812, o novo proprietário, Antônio Dias Tostes, teria pedido autorização ao governo do Império para a transferência da igreja para outro espaço.

Segundo historiadores, a capela mudou de lugar em 1821 e foi assistida por sacerdotes de Simão Pereira.

Em 1844, 23 anos depois, foi autorizada a construção de uma nova igreja com cerca de 100 metros de extensão na Estrada Geral, atual Avenida Rio Branco. Neste mesmo espaço foi construído um cemitério. Em 1847, após três anos de obras, a capela foi inaugurada.[3]<ref name=thePeerage1>

O templo em 1913

Em 1850, aconteceu a emancipação do município. Desta forma a igreja foi transformada na Paróquia Santo Antônio. Até a chegada dos padres redentoristas em 1900, a igreja foi a única da cidade. Com o crescimento do município, o templo começou a ficar pequeno para o número de fiéis. Assim, em 1864, a capela foi derrubada para a construção de uma maior e um ano depois, em 1865, o cemitério foi transferido para a estrada União e Indústria, onde hoje é o Cemitério Municipal, no bairro Poço Rico.

A Catedral possuía um muro de pedras de cerca de cinco metros de altura, que a protegia. Mas, no início do século XX, ele foi demolido e o material aproveitado no calçamento de diversas ruas do município. Os recursos obtidos pela venda das pedras foram aplicados na construção das ruas e dos jardins em torno do templo.

Após dois anos de construção, a nova matriz foi inaugurada, com espaço mais amplo e na parte superior do prédio original. Em 1924, ocorre uma reforma na antiga matriz de Santo Antônio, para que o novo bispo, que fora eleito, Dom Justino José de Sant’ana, pudesse exercer seu ministério episcopal. No governo do primeiro bispo, ai se realizou algumas reformas na igreja. Na década de 1940, ele lançou a ideia de transformar a igreja numa "Catedral Gótica". Porém, não conseguiu a verba necessária e fez apenas algumas obras, como as varandas da porta central, a cúpula e ampliação das laterais. Foram dezesseis anos de obras, de 1950 a 1966.

Organização pastoral

A Catedral possui cerca de 700 agentes que atuam nas mais de 30 pastorais e grupos de serviço. Possui mais de 30 salas para reuniões e o Centro de Ação Social da Catedral – CASC que engloba a Farmácia Beneficente (distribui medicamentos a mais de 400 pessoas necessitadas por mês), o Grupo São José (acompanhamento espiritual, psicológico às gestantes, principalmente, as adolescentes), SOS Cristão (com doação de mais de 200 cestas básicas por mês, além de roupas, calçados e móveis), e alfabetização para adultos (aulas de aprendizagem e reforço em parceria com a Unimed/JF).

Conta também com um estacionamento, o qual toda a verba arrecadada é aplicada no CASC.

Organização física

A Catedral possui estilo romano e tem capacidade para 1.500 pessoas, sendo 700 sentadas. Possui seis altares laterais (Nossa Senhora de Fátima, São Francisco, Santa Monica, Sagrado Coração de Jesus, Sagrado Coração de Maria, Nossa Senhora do Carmo), além do altar-mor. Diversos vitrais enfeitam a Igreja. Eles foram doados por famílias e retratam passagens importantes da vida de Santo Antônio. Acredita-se que eles tenham sido fabricados na cidade de Petrópolis (RJ). No altar-mor, há três imagens: a do padroeiro, Santo Antônio, Maria e São José. Um painel de mármore que retrata a morte de Santo Antônio enfeita o local, junto com desenhos de trigo e uva. Abaixo do altar, existe uma capela subterrânea onde há alguns túmulos que antes abrigavam os restos mortais dos bispos. Hoje, ela se encontra vazia.

A Igreja possui uma imagem de “Santo Antônio Fujão”. Segundo a tradição popular, esta imagem desaparecia da capela e, a cada dia, ela aparecia em uma residência diferente, pois todos queriam tê-la em suas casas, daí o nome de fujão. Atualmente, a imagem está recolhida, pois necessita de restauração. No chão das laterais direita da igreja há dois túmulos, um com os restos mortais de Dom Justino José de Sant’ana e o outro está vazio.

Outro destaque da Catedral são as pinturas. No altar principal, a Santíssima Trindade e Jesus, pregando para os doutores da lei e para as multidões que o seguiam. Há debaixo da abóboda, há pinturas dos quatro evangelistas. No corredor, estão: Cordeiro de Deus, São Pedro e São Paulo, Anjos e Santa Cecília. Cada altar lateral também possui sua respectiva pintura. Os quadros da Via-Sacra (com 14 estações que destacam a morte, paixão e ressurreição de Cristo), são feitos de gesso, coloridos e em alto relevo.

Na entrada da igreja encontramos uma placa de Dedicação do templo, realizada no dia 12 de junho de 1988. Por isso é possível notar na igreja quatro cruzes e 4 velas: duas na porta central e duas próximas ao altar. A volumetria externa do templo foi tombada no dia 27 de setembro de 2001 (Decreto 7135). Na área externa (jardins) temos uma estátua de Dom Justino José de Sant’ana. Ela foi feita em 1959, após sua morte, numa homenagem da administração municipal do prefeito Olavo Costa.


Bibliografia

  • Arquivo Histórico da Arquidiocese de Juiz de Fora
  • BETTENCOURT , Estêvão Tavares. Curso Bíblico por correspondência. Rio de Janeiro: --
  • Biblioteca Municipal de Juiz de Fora
  • FAZZOLATO, Douglas. Juiz de Fora: imagens do passado. Funalfa: Juiz de Fora, 2001.

PADROEIRO Santo Antonio

Resultado de imagem para Santo Antonio

Santo Antonio ou Fernando Antônio de Bulhões, seu nome de nascença,  nasceu em Lisboa, Portugal, em 15 de agosto do ano de 1195. De família nobre e rica, era filho único de Martinho de Bulhões, oficial do exercito de Dom Afonso e de Tereza Taveira. Sua formação inicial foi feita pelos cônegos da Catedral de Lisboa. Antônio gostava de estudar e de ficar mais recolhido.

Vida de Santo Antonio

Aos 19 anos entrou para o Mosteiro de São Vicente dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho, contra a vontade de seu pai. Morou lá por 2 anos. Com uma grande biblioteca em mãos, Antônio avança na sua história pelo estudo e pela oração. É transferido para Coimbra, que é um importante centro de estudos de Portugal, ficando lá por 10 anos. Em Coimbra ele  foi ordenado sacerdote. Logo se viu o dom da palavra que transbordava do jovem padre agostiniano. Ele tinha conhecimento e grande poder de pregação.

O Padre Agostiniano torna-se frei Franciscano

Em Coimbra o Padre Antônio conhece os freis franciscanos, entusiasma-se pelo fervor e radicalidade com que estes viviam o Evangelhoe, pouco depois, torna-se Frei Antônio, mudando-se para o mosteiro de São Francisco de Assis.

O Encontro de Santo Antonio com São Francisco de Assis

Santo Antonio faz o pedido de ir para o Marrocos pregar o evangelho e os Franciscanos permitem. No meio do caminho, porém, Frei Antônio fica muito doente e é forçado a voltar para Portugal. Na viagem de volta, o barco é desviado e vai para Itália, terminando por parar na Sicília, em um grande encontro de mais de 5 mil frades franciscanos chamado Capítulo das Esteiras. Lá, Antônio conhece pessoalmente São Francisco de Assis. A mão de Deus o tinha guiado por caminhos diferentes.

A luz deve brilhar para todos

Após conhecer São Francisco, Frei Antônio passa 15 meses como um eremita no monte Paolo. São Francisco enxerga os dons que Deus deu a ele, chama-o de Frei Antônio, meu Bispo e o encarrega da formação teológica dos irmãos do Mosteiro.

No capítulo geral da ordem dos franciscanos ele é enviado a Roma para tratar de assuntos da ordem com o Papa Gregório IX, que fica impressionado com sua inteligência e eloquência e o chama de Arca do Testamento.

Tinha uma força irresistível com as palavras e São Francisco o nomeou como o primeiro leitor de Teologia da Ordem. Em seguida, mandou-o estudar teologia para ensinar seus alunos e pregar ainda melhor. Juntavam-se as vezes mais de 30 mil pessoas para ouvi-lo pregar, e muitos milagres aconteciam. Após a morte de São Francisco, ele foi enviado a Roma para apresentar ao Papa a Regra da Ordem de São Francisco.

Milagres Santo Antonio

Protetor das coisas perdidas. Protetor dos casamentos. Protetor dos pobres. É o Santo dos milagres. Fez muitos ainda em vida. Durante suas pregações nas praças e igrejas, muitos cegos, surdos, coxos e muitos doentes ficavam curados. Redigiu os Sermões, tratados sobre a quaresma e os evangelhos, que estão impressos em dois grandes volumes de sua obra.

Falecimento

Santo Antônio morreu em Pádua, na Itália, em 13 de junho de 1231, com 36 anos. Por isso ele é conhecido também como Santo Antônio de Pádua. Antes de falecer nas portas de Pádua, Santo Antônio diz: ó Virgem gloriosa que estais acima das estrelas. E completou, estou vendo o meu Senhor. Em seguida, faleceu.

Os meninos da cidade logo saíram a dar a notícia: o Santo morreu. E em Lisboa os sinos das igrejas começaram a repicar sozinhos e só depois o povo soube da morte do Santo. Ele também é chamado de Santo Antônio de Lisboa, por ser sua cidade de origem.

Devoção a Santo Antonio

Aconteceram tantos milagres após sua morte, que onze meses após ele foi beatificado e canonizado. Quando seu corpo foi exumado, sua língua estava intacta. São Boaventura estava presente e disse que esse milagre era a prova de que sua pregação era inspirada por Deus. Está exposta até hoje na Basílica de Santo Antônio na cidade de Pádua.

Sua canonização foi realizada pelo Papa Gregório IX, na catedral de Espoleto, em 30 de maio de 1232, sendo o processo mais rápido da história da Igreja.

Em 1934 foi declarado Padroeiro de Portugal.

Em 1946 foi proclamado Doutor da Igreja pelo Papa Pio XII.

Oração  a Santo Antonio

Meu querido Santo Antônio dos mais carinhosos, o vosso ardente amor a Deus, as vossas sublimes virtudes e grande caridade para o próximo, vos mereceram durante a vida o poder de fazer milagres espantosos. Nada vos era impossível senão deixar de sentir compaixão pelos que necessitavam da vossa eficaz intercessão. A vós recorremos e vos imploramos que nos obtenhais a  graça especial que nesse momento pedimos. Ó bondoso e santo taumaturgo, cujo coração estava sempre cheio de simpatia pelos homens, segredai as nossas preces ao Menino Jesus, que tanto gostava de repousar nos vossos braços. Uma palavra vossa nos obterá  as mercês que pedimos.

Responsório de Santo Antônio.

Se milagres desejais

Recorrei a Santo Antônio

Vereis fugir o demônio

E as tentações infernais.

Recupera-se o perdido

Rompe-se a dura prisão

E no auge do furacão

Cede o mar embravecido.

Pela sua intercessão

Foge a peste, o erro a morte

O fraco torna-se forte

E torna-se o enfermo são.

Todos os males humanos

Se moderam e retiram

Digam-no aqueles que o viram

E digam-nos os paduanos.

Rogai por nós Santo Antônio, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

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Oração de São Francisco


Oração de São Francisco de Assis Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união; Onde houver dúvida, que eu leve a fé; Onde houver erro, que eu leve a verdade; Onde houver desespero, que eu leve a esperança; Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz. Consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém