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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Nunca parar

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O famoso escritor russo Léon Tolstói (1828-1910) quis certa vez caracterizar o Cristianismo mediante a seguinte imagem:

“Cristo mostra ao homem uma perfeição que ele não consegue atingir, mas à qual ele aspira do fundo do seu coração; mostra ao homem um ideal tal que o homem pode medir a distância que dele o separa. A doutrina de Cristo se assemelha a um homem que traz uma lanterna diante de si na ponta de uma vara mais ou menos longa; a luz está sempre diante dele e lhe revela a cada instante um espaço novo que ela ilumina e que vai caminhando com ele” (Postfácio da Sonata a Krautzer).


Tolstói acertou (…). Ele não nega que o Cristianismo seja amor, justiça, paz (…), mas põe em relevo a nota dinâmica e sequiosa do amor, da justiça e da paz cristãs. As suas palavras hão de ser entendidas à luz do sermão da montanha (Mt 5-7), que aponta ao cristão metas sempre mais elevadas: “Se a vossa justiça não for melhor do que a dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos céus” (Mt 5,20). Donde se vê que o cristão é alguém que nunca se pode assentar contente consigo mesmo como se já tivesse alcançado o seu ideal; ao contrário, é um perene caminheiro, que à sua frente vê constantemente um sinal de mais ou ainda mais. Chamado a ser filho de Deus não por nome apenas, mas em realidade (cf. 1Jo 3,1-3), sabe que nunca estará conforme ao modelo que o Pai traçou para ele. Por isto tende sempre a ultrapassar…: ultrapassar primeiramente a si mesmo, desenvolvendo a sua estatura interior; ultrapassar também a sua criatividade, descobrindo novas  maneiras de implantar o Evangelho neste mundo, embora o cristão saiba que não é neste mundo de penumbras e símbolos que os homens chegarão à plenitude da vida.

Fazendo eco a Tolstói, dizia sabiamente Henri Bergson, o filósofo judeu que muito se aproximou do Evangelho:

“O que me impressionou em Jesus, é o programa de ir sempre à frente. Em consequência, poder-se-ia dizer que o elemento estável do Cristianismo é o de nunca parar”.

É para excitar tais anseios que mais um fascículo de PR é dado a lume. Tentando dissipar dúvidas e projetar luz, possa contribuir para abrir caminhos aos que foram chamados a ser peregrinos do Absoluto!

Revista: “PERGUNTE E
RESPONDEREMOS”

D. Estevão Bettencourt, osb

Nº 264 – Ano 1982 – p.
333

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Oração de São Francisco


Oração de São Francisco de Assis Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união; Onde houver dúvida, que eu leve a fé; Onde houver erro, que eu leve a verdade; Onde houver desespero, que eu leve a esperança; Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz. Consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém