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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Pecar contra a castidade - Como entender?

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Nossa formação moral foi pesada por esses lados e, porque não dizer, traumatizante. Quanta gente doente pelas deformações que sofreram com a aplicação moral rígida e desumana.
Há muitos, e gente importante, afastados da Igreja por causa de uma masturbação no tempo de moleque.
Há pessoas pensando que se abrirmos mão de uma moral rígida em relação à sexualidade o mundo vai desbundar. Mais do que já está, é quase impossível. Com todo o rigor chegamos aonde estamos com nossas novelas, nossa Internet.


É sinal que o caminho não pára por aí.
Castidade, nesse mandamento, se entende pelo lado negativo, o mal uso, o abuso da genitalidade. Devíamos entender castidade como uma consagração ao amor maior, mais amplo, mais criativo, mais gerador de vida. E sexualidade não poderia ser confundida com genitalidade, porque sexualidade abrange a total expressão da correta afetividade, na qual sexo é apenas um momento especial.
Castidade aqui no mandamento está em relação à prática sexual, uso indevido do sexo. Uso que não leva à comunhão, não gerador de vida.
Aqui entra a masturbação que, como sacanagem, realmente é um erro. Não entra aqui a masturbação que é puro desabafo, bem entendido e explicado pela psicologia. Para entender bem, deveríamos iniciar educando-nos para perceber que sexualidade é um dom de Deus e sua vivência enriquece a pessoa.
É vivência do amor. Na falta disso, não vivemos o amor, apenas fazemos "amor". Não nos potencializamos, mas trocamos as mãos pelos pés numa masturbação degradante que não leva a nada e é uma pura sacanagem.
Não falamos aqui dos que trazem distúrbios pequenos ou grandes, heranças genéticas, traumas, problemas de ansiedade e angústias. Ninguém pediu para nascer assim e não podemos dizer que alguns minutos de desabafo configurem o pecado mortal. Há muitos erros graves que nunca vão chegar a ser pecado mortal. Precisamos abrir nossa cabeça e formar nossa consciência para não transformar essas situações em verdadeiros traumas e dolorosa vida sem liberdade.
Sexo hoje é sinônimo de modernidade para muitos, mas tudo o que é abuso e manipulação não pode trazer o carimbo do amor e não é porque os outros fazem que se torna justificado o fazer.
O que falta hoje é uma educação sadia que ensine a função de cada coisa em nosso corpo, uma educação da sexualidade, uma educação consciente que não reprima, mas ensine que o caminho da ascese, do sacrifício, pode levar-nos à felicidade verdadeira e a nos expressarmos com dignidade.

Texto extraído do jornal: Santuário de Aparecida - Escrito por: Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.

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Oração de São Francisco de Assis Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união; Onde houver dúvida, que eu leve a fé; Onde houver erro, que eu leve a verdade; Onde houver desespero, que eu leve a esperança; Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz. Consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém