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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Sabia que a aliança de casamento pode ter a força de um exorcismo?

Usá-la sempre é uma excelente proteção

De ferro, prata , ouro ou qualquer outro metal: o anel adquiriu um significado maior do que tinha na antiguidade pagã depois que a Igreja o constituiu em símbolo da aliança indissolúvel entre os casais.

Entre os judeus e os romanos – até mesmo entre os povos pagãos – os homens tinham o costume de colocar um anel no dedinho de sua futura esposa, mas era um anel com um significado diferente. Tratava-se de um voto de confiança, em que o homem entregava à mulher uma réplica do anel ou carimbo pessoal que ele usava no polegar, com o qual lacrava correspondências pessoais e contratos. Era um costume das classes mais abastadas.

Por outro lado, os casais, de qualquer classe social, trocavam anéis nupciais no dia do casamento e costumavam colocá-los no dedo anelar da mão esquerda, bem perto do coração, onde se sente mais o pulsar do órgão poderoso, que simboliza o amor que deve ser somente para Deus.

Pode soar muito romântico e até sentimental, mas o costume que nasceu na Europa do século VI se espalhou por todo o planeta, e, ainda hoje, sob qualquer nominação religiosa ou cultural, os casais trocam anéis e os colocam no dedo anelar da mão esquerda.

Em alguns países, como no Brasil, estes anéis são chamados de aliança e é comum que, no dia do casamento, eles entrem solenemente na igreja sobre uma elegante almofadinha conduzida pelas mãos de um pajem. Durante a aplicação do sacramento, o padre abençoa as alianças e, em seguida, convida os noivos a colocarem-nas mutuamente, repetindo palavras de compromisso, fidelidade e amor.

Claro que esse pequeno cerimonial inserido na solenidade do sacramento não é obrigatório – e sua ausência não invalidaria o matrimônio. Porém, dignificado pela solenidade sobrenatural, como somente a Igreja poderia ter concebido para maior glória de Deus e consolidação do amor conjugal, transmite maior sentido ao contrato mútuo de um casal.

A aliança de casamento pode chegar a revestir a condição de sacramento autêntico, como o anel do pescador usado pelos papas depois do conclave. Ou como os que recebem os religiosos – desde cardeais, bispos e até freiras.

Abençoada e elevada de categoria, a aliança passa de um simples anelzinho a um instrumento de vida consagrada, uma profissão de vida religiosas, cheia de renúncias e sacrifícios santificantes.

Símbolo de oração da Igreja por seus filhos, a aliança pode até chegar a ter a força de um exorcismo contra tentações e ataques de espíritos malignos que induzem o adultério e a fornicação.

Usar sempre a aliança, mais do que um ato de amor, fidelidade e dever conjugal, é uma proteção, já que , quando se casa, Deus manda um anjo especial para o casal e sua finalidade é proteger o homem e a mulher individualmente, em função da “uma só carne” que são os dois depois do casamento, até que a morte os separe e no Céu sejam como os anjos. (Marcos 12,25)

Por Antonio Borda
Artigo publicado originalmente por Gaudium Press, traduzido e adaptado ao português

Aletéia

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Oração de São Francisco de Assis Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união; Onde houver dúvida, que eu leve a fé; Onde houver erro, que eu leve a verdade; Onde houver desespero, que eu leve a esperança; Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz. Consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém