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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Jesus de Nazaré - História

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O que fez Nosso Senhor nos anos decorridos até o seu Batismo? Quais eram suas ocupações? E, sobretudo, que razão sapiencial O levou a viver entre os homens durante tantos anos sem lhes manifestar sua divindade?
Os Evangelhos, luz perene para os fiéis até o fim dos tempos, nada relatam sobre a vida diária no lar da Sagrada Família. E poucos detalhes nos transmitem dos principais episódios da infância de Jesus, como a Apresentação, a adoração dos Reis, a fuga para o Egito ou a perda e encontro do Menino Jesus no Templo. Apenas São Lucas, após narrar esta cena, faz referência à vida oculta de Nosso Senhor, resumindo-a nesta curta frase: “Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso” (Lc 2, 51).
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Apresentação no Templo
O que fez Jesus nos anos decorridos até o seu Batismo no Jordão? Quais eram suas ocupações? Frequentou alguma escola? Teve amigos? Sobretudo, que razão sapiencial O levou a viver entre os homens durante tantos anos sem lhes manifestar sua divindade?
Estas e muitas outras perguntas vêm sendo suscitadas pela piedade dos fiéis, desde os primeiros anos do Cristianismo. Cabe saber se para elas há alguma resposta…
Na casa de Nazaré, o chefe era São José
Com base em diversas passagens dos Santos Evangelhos, podemos compor alguns aspectos da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo em Nazaré.
No início de sua vida pública, vê-se que Ele era conhecido como “Jesus de Nazaré, filho de José” (Jo 1, 45; Lc 4, 22). Na sinagoga da sua cidade natal, os judeus se perguntam: “Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua Mãe?” (Mt 13, 55). E segundo São Marcos, os nazarenos O conheciam como “o carpinteiro, o Filho de Maria” (Mc 6, 3).
Portanto, com base nas palavras da Escritura, sabemos que Jesus era, não apenas “filho do carpinteiro”, mas carpinteiro Ele próprio. Bela lição de humildade e despretensão! O Homem- Deus, que com um simples ato de vontade poderia criar quantos universos quisesse, exerceu uma humilde profissão de trabalhador manual!
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Sagrada Família de Nazaré
Mais ainda: na casa de Nazaré, o “maior se submete ao menor”.1 Maria Santíssima, venerada como Senhora e Rainha por todos os Anjos, obedecia a seu esposo e, por outro lado, exercia autoridade materna sobre o Filho do Altíssimo. E São José, reconhecendo embora a superioridade insondável de Maria e a infinita de Jesus, dava ordens e conselhos à Sabedoria Eterna e Encarnada. O Evangelista não deixa dúvida a este respeito: Jesus “lhes era submisso” (Lc 2, 51).
Fazendo-Se Homem, sujeitou-Se às “mesmas provações que nós, com exceção do pecado” (Hb 4, 15), deixando-nos assim um exemplo a seguir (cf. I Pd 2, 21). Entretanto, num ponto Ele não Se submeteu às contingências humanas: não frequentou nenhuma escola rabínica. Com efeito, lê-se no Evangelho de São João: “Os judeus se admiravam e diziam: Este Homem não fez estudos. Donde Lhe vem, pois, este conhecimento das Escrituras?” (7, 15).
Com isso, quis porventura nosso Redentor ensinar ou sequer insinuar que os jovens não precisam submeter-se à disciplina e aplicar-se ao estudo? Por certo, não. Todos os fatos de sua vida devem ser contemplados levando em consideração seu desejo de fazer o bem a todos. Ao ouvir a pergunta dos judeus, acima relatada, respondeu Jesus: “A minha doutrina não é minha, mas d’Aquele que Me enviou” (Jo 7, 16). Se tivesse Ele frequentado o curso de algum mestre da Lei, esta sublime afirmação perderia algo de sua força perante certos judeus, sobretudo os fariseus, os quais dariam pouco crédito aos seus ensinamentos, sob a alegação de terem sido aprendidos de um mestre humano.
Maria e José, as criaturas mais amadas por Deus
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Jesus entre os doutores
Resta-nos, agora, fazer uma reflexão sobre a mais interessante das questões levantadas no início deste artigo: que razão sapiencial levou Nosso Senhor Jesus Cristo a viver entre os homens durante tanto tempo sem lhes manifestar sua divindade? Dos seres criados, aqueles que mais refletem a Deus são os dotados de inteligência: Anjos e homens. A todos o Criador inunda com seu amor. E aos que mais Ele ama, incumbiu de missões mais excelsas e concedeu maiores dádivas.
Ora, entre as meras criaturas, nenhuma é tão amada por Deus como a Virgem Maria. Escolhida desde toda a eternidade para ser a Mãe do Verbo Encarnado, n’Ela, por assim dizer, esgotou o Altíssimo sua capacidade de adornar, enriquecer de dons, cumular de privilégios. A Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho e Esposa do Espírito Santo está incomparavelmente acima de todos os seres criados. Os Anjos e os homens se rejubilam em honrá-La como sua incontestável Rainha e Senhora.
Por outro lado, quis a Trindade Santíssima associar a Ela um esposo terreno como casto guarda da Virgem e sustentador do Filho de Deus. E o varão escolhido para essa sublime missão não poderia ser desproporcional, em virginalidade e santidade, à Santa Virgem das virgens. Forçoso é, portanto, reconhecer que São José ocupa lugar preeminente no amor de Deus, logo abaixo de Maria Santíssima.
Considerando, assim, a predileção das três Pessoas Divinas por este Santo Casal, pode-se muito bem conjecturar que Jesus tenha querido consagrar os trinta anos de sua vida oculta à maior santificação de Maria e José, manifestando só a eles sua divindade. (Revista Arautos do Evangelho, Janeiro/2015, n. 157 , p 30/31)


















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Oração de São Francisco de Assis Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união; Onde houver dúvida, que eu leve a fé; Onde houver erro, que eu leve a verdade; Onde houver desespero, que eu leve a esperança; Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz. Consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém