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quarta-feira, 21 de junho de 2017

A Espada do Espírito

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“Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus” (Ef 6,17).

São Paulo chamava a Palavra de Deus de a espada do Espírito Santo. Com isso, quis nos ensinar que a Escritura Sagrada é uma das mais importantes armas do cristão na luta contra o mundo das trevas. Após o apóstolo nos ter advertido de que o combate do cristão “não é contra homens de carne e sangue, mas contra os principados e potestades” (cf. Ef 6,12), isto é, contra os demônios, ele nos mandou vestir a “armadura de Deus” e concluiu: “Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus” (Ef 6,17).

O próprio Jesus empunhou essa “espada espiritual quando enfrentou o tentador no deserto. Jesus conhecia muito bem a Bíblia e citava suas passagens em muitas ocasiões. No deserto, após os quarenta dias de jejum, quis como homem, sem usar de Suas prerrogativas divinas, enfrentar e vencer o tentador, principalmente para nos ensinar como enfrentá-lo e vencer também. É muito significativo que nas três vezes em que o tentador investiu com muita sutileza e sedução contra Jesus, o Senhor o tenha enfrentado e vencido pelas Escrituras. Nas três vezes consecutivas, o Senhor lança no rosto do tentador esta afirmação contundente: “Está escrito…”, como a dizer-lhe: “Para trás!”. Na primeira resposta, o Senhor já nos revela toda a força da palavra divina: “O homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor” (Dt 8,3b e Mt 4,4). Aí está a confirmação de que toda Palavra de Deus é essencial à nossa vida.

Perante ela, o demônio recuou… e novamente investiu contra o Senhor da glória. A resposta lhe veio fulminante: “Está escrito: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’” (citação livre de Dt 6,16 e Mt 4,7). É incrível, mas o tentador ousou usar o salmo 90, versículo 11, para tentar fazer o Senhor tropeçar. Por fim, o miserável insistiu uma última vez, oferecendo àquele que é o Senhor do universo, todas as glórias e reinos do mundo. Que ousadia! Novamente Jesus o afastou pela Escritura: “Para trás, Satanás, pois está escrito: ‘Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás’ (Dt 6,13)” (Mt 4,10). E o tentador imediatamente afastou-se dEle, “e os anjos aproximaram-se dele para servi-lo” (Mt 4,11b).

Se Jesus usou tão incisivamente as Escrituras na hora da tentação, fica claro que também temos de fazer o mesmo. Contudo, só poderemos agir assim se atendermos a duas condições: primeira, conhecer muito bem a Bíblia; e, segunda, acreditar nela, no seu poder e eficácia. Não duvidar dela. São Paulo afirma com clareza: “Porque a palavra de Deus é viva, eficaz mais penetrante do que uma espada de dois gumes, e atinge até à divisão da alma e do corpo (…) discerne os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4,12). A santa Palavra é viva e eficaz, quer dizer, tem em si poder. Foi por ela que Deus criou o céu e a terra e todos os seres visíveis e invisíveis. Quando o Senhor diz: “Faça-se! (Fiat)”, tudo acontece como Ele quer.

Ah, se nós crêssemos profundamente na Palavra de Deus, quantos milagres veríamos acontecer! Infelizmente nós a conhecemos pouco e também pouco confiamos nela. São Paulo não se cansava de recomendá-la. Disse a Timóteo, seu querido discípulo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra” (II Tm 3,16-17).

Sem o conhecimento e a vivência dessa santa Palavra, não nos tornaremos perfeitos e não estaremos capacitados para a boa obra.

Em outro lugar, o apóstolo insistiu junto ao discípulo com veemência: “Eu te conjuro (…) prega a Palavra, insiste oportuna e importunamente” (II Tm 4,1a.2a). Em outras palavras: “Não deixe de pregar a Palavra, Timóteo!”

Nas nossas lutas e aflições, tribulações e tentações, temos de ter nas mãos essa “espada do Espírito” bem afiada, para vencermos o bom combate espiritual. Quando nas suas insinuações maldosas o tentador quiser nos jogar contra Deus e contra as Suas santas leis, é preciso sabermos dizer-lhe também, como Jesus: “Para trás, pois está escrito: ‘Amarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás’ (Dt 6,4)” (citação livre de Mt 4,10).

“Obrigado, Senhor, pela Sua santa Palavra. Que nós possamos conhecê-la e amá-la cada dia mais, com o auxílio de Sua graça. Amém”

Prof. Felipe Aquino

POR PROF. FELIPE AQUINO

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Oração de São Francisco de Assis Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união; Onde houver dúvida, que eu leve a fé; Onde houver erro, que eu leve a verdade; Onde houver desespero, que eu leve a esperança; Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz. Consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém