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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Os astrônomos e Deus

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A imprensa noticiou recentemente que os astrônomos estão sempre mais convictos de que o universo se acha em expansão; consta de galáxias  que se vão afastando umas das outras com velocidade crescente, como se resultassem de formidável explosão ocorrida há vários bilhões de anos atrás. Esta hipótese, que já tem seus cinquenta anos, a princípio encontrou resistência por parte de grandes sábios como o famoso Albert Einstein. Todavia foi-se impondo, de modo que o próprio Einstein se rendeu à evidência da mesma. Muitos cientistas teriam preferido admitir um universo estático e sem começo, pois isto os dispensaria de procurar uma causa para a origem do mundo; não teriam que recorrer à metafísica ou à existência de Deus Criador. Eis, porém, que esta é cada vez mais perceptível (…). Assim a própria ciência, à medida que vai galgando os picos do saber, vai-se aproximando mais e mais da intuição do próprio Criador:


“Para o cientista, que tem vivido pela sua fé no poder da razão, a história acaba como um pesadelo. Ele escalou as montanhas da ignorância; está na iminência de conquistar o último pico; quando se ergue sobre a rocha final, é saudado por um grupo de teólogos que estavam sentados lá há séculos” ¹. Esta interessante notícia nos leva a refletir:

Há pouco mais de cem anos, os homens julgavam existir inevitável dilema entre a ciência e a fé. Quem estudasse teria que renunciar às suas crenças religiosas, pois estas seriam a cobertura da ignorância e do medo! Hoje pode-se dizer: “A pouca ciência afasta de Deus, a muita ciência leva a Deus” ou, em outras palavras, o estudo superficial e assistemático pode afastar de Deus, ao passo que a pesquisa séria e coerente leva ao encontro do Senhor. Por quê? Como explicar isto?

– De um lado, a exegese bíblica, beneficiada pelas descobertas recentes da linguística da arqueologia e da historiografia, pôs em evidência os gêneros literários da S. Escritura; vê-se que as páginas sagradas visam a ensinar aos homens verdades de salvação eterna e não proposições de ciências naturais. A consciência disto desfez objeções que outrora os teólogos levantavam, em nome da Palavra de Deus, contra as ciências modernas (tenha-se em vista, por exemplo, o que ocorreu no caso de Galileu!). A teologia pode assim abrir-se amplamente ao diálogo com as ciências.

De outro lado, as posições anti-religiosas de muitos cientistas foram cedendo a uma visão mais serena e objetiva da verdade. Os cientistas foram percebendo que nem tudo o que eles ensinavam (e ensinam), em nome da ciência, é realmente expressão da ciência. Na verdade, cada cientista tem as suas concepções filosóficas e seus referenciais, em função dos quais ele apreende e interpreta os fenômenos (a tão almejada neutralidade científica parece ser um mito ou uma utopia!). Assim os cientistas que utilizavam a ciência moderna para negar a existência de Deus, verificam hoje que as mesmas conclusões científicas se coadunam perfeitamente com a realidade do Criador, (…). Criador que é distinto da matéria e do mundo e vem a ser o Supremo Artífice das galáxias e dos mundos que conhecemos!

De resto, aqueles que em nome da ciência recusam a Deus, em última análise fazem da sua ciência uma religião,… religião dotada de rígidos dogmas. Segundo tais pensadores, a ciência explica tudo, ou deve poder elucidar tudo, como se ela fosse um valor absoluto e cabal. Tal premissa não é provada, mas é aceita e professada com fé dogmática; em última análise, ela consiste em atribuir à ciência os predicados de um sistema religioso… Ao invés, o autêntico cientista não pode deixar de ser humilde; o progresso dos estudos, à medida que lhe dissipa certas dúvidas, abre novas e novas interrogações, evidenciando-lhe a exiguidade do seu saber.

As conclusões dos astrônomos que encontram os vestígios de Deus na histórias do universo, não tem apenas valor teórico; significam, entre outras coisas, que na origem do nosso mundo existe uma Inteligência, (…) Inteligência que conhece cada criatura, cada ser humana, e que entende aquilo que os homens não entendem. É essa Inteligência que, através do noticiário da imprensa, parece dizer hoje a todos: “Paz e confiança! Não estais sós. Aquele que vos criou, é também a Grande Resposta às vossas aspirações!”

Na tentativa modesta de contribuir para que os homens de nossos tempos melhor possam perceber tal mensagem, é que foram escritas as páginas subsequentes!
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¹ R. Jastrow, “terão os astrônomos encontrado Deus?”, no “Jornal do Brasil”, 2/07/78, cad. Especial, p. 6.

Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”
D. Estevão Bettencourt, Osb
Nº 224, Ano 1978, p. 317

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Oração de São Francisco de Assis Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união; Onde houver dúvida, que eu leve a fé; Onde houver erro, que eu leve a verdade; Onde houver desespero, que eu leve a esperança; Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz. Consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém