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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Faço Novas todas as coisas

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O livro do Apocalipse, em sua parte final, transmite as palavras do Senhor Deus: “As coisas antigas se foram (…) Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21,4s).

O binômio “velho-novo” fala espontaneamente a todo ser humano. Pois “velho” lembra “desgastado, deteriorado”, ao passo que “novo” implica vigor, ânimo, fortaleza … O mundo de hoje parece ansiar ardorosamente pelo “novo”, dado que está cansado do velho ou dos infortúnios do século XX, marcado por duas guerras mundiais. – Há quem responda a tais anseios propondo a mensagem de Nova Era (…). Esta acarretaria a solução dos problemas da humanidade, (…), solução trazida por extra-terrestres, que ensinariam aos homens novos métodos de vida, ou solução descoberta na Gnose ou em conhecimentos ocultos desde a antigüidade e reservados a poucos iniciados.


Quem reflete sobre estas propostas de novidade, indaga: qual o fundamento racional ou lógico para admitir tal mensagem? – A emoção, a irracionalidade, o desespero parecem falar mais forte, em tal contexto, do que a razão. A emoção, porém, e a irracionalidade não são bússola para a conduta humana; quem se desliga da razão, cai no subjetivismo fantasioso e caótico. Na verdade, só Deus – reconhecido pela fé, que a razão credencia – pode fazer todas as coisas novas, como aliás as fez no início da era cristã, salvando da decadência a civilização greco-romana e construindo a civilização cristã. Esta foi a grande novidade no mundo antigo (Deus é Amor e chama o homem a colaborar com Ele no acabamento deste mundo para levá-lo posteriormente ao consórcio de sua bem-aventurança). A vitalidade dessa  mensagem não se esgotou; continua presente na história, anunciando uma nova Aliança, um novo nome, uma nova criatura, novos céus e nova terra… O que se questiona, é se os portadores da Boa-Nova acreditam nela com todas as suas fibras, de modo a vencer os obstáculos que se lhe opõem e reimplantá-la no mundo descristianizado. Este é o grande  interrogativo do momento, que já Pio XII (1939-1958) realçava ao observar: “O escândalo dos nossos tempos é que os bons estão ansados e os maus não estão cansados”.

Importa, pois, ao cristão tomar consciência do papel singular que lhe toca neste momento. O clamor por novidade ou por Nova Era é o clamor pela única novidade capaz de preencher as aspirações do homem; e essa novidade foi por Deus confiada aos seus servidores:
“Vós sois o sal da terra. Se o sal perder o seu sabor, com que se há de salgar?”
(Mt 5,13). Se os cristãos falharem, ninguém realizará o papel que lhes toca, e este mundo continuará inquieto à procura de respostas que nem os discos voadores  nem os segredos esotéricos lhe poderão comunicar.

O novo ano seja ocasião paraque se renove a nossa consciência de que o mundo de hoje pede uma presença viva e atuante dos cristãos autênticos, fiéis a Cristo em sua única Igreja confiada
a Pedro!

Revista: “PERGUNTE E
RESPONDEREMOS”

D. Estevão Bettencourt, osb

Nº 428 – Ano 1998 – Pág. 1

(Ap. 21,5)

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Oração de São Francisco


Oração de São Francisco de Assis Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união; Onde houver dúvida, que eu leve a fé; Onde houver erro, que eu leve a verdade; Onde houver desespero, que eu leve a esperança; Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz. Consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém