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terça-feira, 25 de julho de 2017

Predestinação: o que é?

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Algumas pessoas perguntam sobre a predestinação. Se existe destino; ou se cada um já nasce com o futuro definido.

A predestinação diz respeito ao destino prévio para o qual Deus nos criou, ou seja, Deus nos criou “predestinados para a felicidade”, para a vida eterna em comunhão com Ele, saciados da Sua glória.

O nosso Catecismo diz logo no n.1: “Deus, infinitamente Perfeito e Bem-aventurado em si mesmo, em um desígnio de pura bondade, criou livremente o homem para fazê-lo “participar de sua vida bem-aventurada”. A felicidade consiste em conhecer, viver e amar o bem e o sumo bem é Deus.

Deus não criou alguém para que seja condenado. São Paulo disse com toda certeza: “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Tm 2,4). E ele diz a Timóteo que “a Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1Tm 3,15) que salva, que leva-nos à vida eterna. Dai a importância da Igreja.

O dom mais precioso que Deus nos deu foi a liberdade, que nem Ele e nem o demônio tira de nós. É ela que caracteriza a nossa “imagem e semelhança” com Deus. Se Deus a tirasse de nós, seriamos marionetes, teleguiados. Deus não quer isso porque nos anularia. Então, não existe destino e nem predestinação para a condenação. O futuro de cada um e a vida eterna de cada um depende de como viver hoje, agora, o seu presente, fazendo o bem ou o mal.

Só vale a pena fazer alguma coisa, gastar o tempo e a vida, com aquilo que não acaba; aquilo que deixa algo para sempre. Devemos olhar o temporário com um olhar de eternidade. Usando bem da liberdade devemos fazer o bem. “É para a liberdade que Deus nos libertou” (Gal 5,1). Seremos julgados por nossas obras, praticadas livremente:

“Porque teremos de comparecer diante do tribunal de Cristo, a fim de cada um ser remunerado pelas obras da vida corporal, conforme tiver praticado o bem ou o mal” (2 Cor 5,10).

“Vi os mortos, grandes e pequenos, de pé, diante do trono. Abriram-se livros, e ainda outro livro, que é o livro da vida. E os mortos foram julgados conforme o que estava escrito nesse livro, segundo as suas obras”. (Ap 20,12)

“Eis que venho em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas obras” (Ap 22,12).

Nossas obras comprovam que nossa fé é autêntica.

Os que se perdem é porque usaram mal a liberdade, fazendo o mal e se afastando de Deus. Mas, graças à misericórdia de Deus, mesmo as pessoas que se encontram distanciadas do bem, podem se arrepender do mal e voltar para o bem, até o momento de seu último suspiro, pois a vontade de Deus é que “o pecador se converta e viva”.

Prof. Felipe Aquino

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Oração de São Francisco de Assis Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união; Onde houver dúvida, que eu leve a fé; Onde houver erro, que eu leve a verdade; Onde houver desespero, que eu leve a esperança; Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz. Consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém