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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Até o fim

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… ATÉ O FIM

“Não; não pares.

É graça divina começar bem.

Graça maior persistir na
caminhada certa,

Manter o ritmo. . .

Mas a graça das graças é não
desistir.

Podendo ou não podendo,
caindo embora aos pedaços,

CHEGAR ATÉ O FIM . . . !”

Estas palavras de D. Hélder Câmara
vêm a ser precioso programa de vida. Ir até o fim dos bons propósitos, sem
ceder ao desânimo ou à tentação da volubilidade, apesar da monotonia da
caminhada … , tal é o segredo das grandes façanhas. Há uma santa teimosia,
penhor de vitória ou de entrada no Reino dos Céus. É o Senhor quem o diz: “O
Reino dos Céus sofre violência, e violentos se apoderam dele” (Mt 11,12). Está
claro que não se trata aqui da violência armada, mas da fortaleza daqueles que
sabem superar todos os obstáculos para não perder a verdadeira meta.

Em outra passagem, diz Jesus
que a semente boa (a Palavra de Deus) dá fruto múltiplo em clima de
perseverança ou paciência tenaz (cf. Lc 8, 15). Pouco adiantam a fé e o amor que
não vão até o fim. Quem percorre a Escritura, encontrará muito freqüentemente a
recomendação da perseverança heróica: “Sê fiel até a morte, e eu te darei a
coroa da vida” (Ap 2, 10; cf. Mt 10, 22; 24, 13).

Compreende-se bem tal
ênfase. Já um famoso ateu de nossos tempos, Albert Camus (+ 1960), dizia que o
que mais o contristava era ver que a maioria dos homens não chega ao termo do
seu ideal. Param no meio do caminho, pois tudo o que é grande e belo, também é árduo
e cansativo.

E a que haveria de se
comparar uma criatura que não chega ao seu fim? – Poderia dizer-se que ficou
anã no plano espiritual ou na linha da sua estatura definitiva. Uma estatua física
anã não implica culpa da parte do respectivo sujeito, mas o ser anão(ã) no
tocante aos valores definitivos é muito grave, se  se deve à covardia ou à pusilanimidade.

O medo e a mesquinhez de ânimo
são males que ameaçam todo homem. O cristão, chamado a tudo o que há de mais
nobre, tem consciência disto e pede ao Senhor a graça das graças: “a de não
desistir; podendo ou não podendo, caindo embora aos pedaços, CHEGAR ATÉ O FIM!”

Revista: “PERGUNTE E
RESPONDEREMOS”

D. Estevão Bettencourt, osb

Nº 349 – Ano 1991 – p. 241

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Oração de São Francisco


Oração de São Francisco de Assis Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união; Onde houver dúvida, que eu leve a fé; Onde houver erro, que eu leve a verdade; Onde houver desespero, que eu leve a esperança; Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz. Consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém