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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Catedral Basílica Nossa Senhora da Assunção - Mariana

A Catedral Basílica Nossa Senhora da Assunção ou Catedral Sé de Mariana é uma catedral-basílica católica, sede da Arquidiocese de Mariana. Está localizada no estado brasileiro de Minas Gerais, na cidade de Mariana. É dedicada a Nossa Senhora da Assunção.

Histórico

A atual paróquia de Nossa Senhora da Assunção foi constituída em 1704 sendo à época consagrada a Nossa Senhora do Carmo, época em que o único templo do Arraial do Ribeirão do Carmo era a Capela da Virgem do Carmo. Uma pequena capela de taipa então foi levantada pelo minerador português António Pereira Machado. As obras do templo atual começaram em 1711, ano em que o governador Antônio de Albuquerque elevou o arraial à categoria de vila. Com isso, a igreja recebeu o título de matriz consagrada a Nossa Senhora da Conceição. Uma primeira ampliação ocorreu entre 1713 e 1718, encarregada ao mestre Jacinto Barbosa Lopes, que reaproveitou a estrutura existente e a transformou em sacristia. Em 1734 o edifício já estava bastante estragado, iniciando novas obras na fachada e erguendo-se as torres sob a responsabilidade do mestre António Coelho Fonseca.  Apenas em 1798 é que as paredes externas foram reconstruídas em pedra e cal.

Em 1727 foram concluídas as obras de talha e douramento do altar-mor, com execução de José Martins e Manuel de Sousa e Silva, e os altares laterais foram construídos entre 1744 e 1751 por José Coelho Noronha.Em 1745, com a criação da Diocese de Mariana, a matriz foi elevada a catedral dedicada a Nossa Senhora da Assunção. O primeiro bispo, Dom Frei Manuel da Cruz, O. Cist., ao assumir a diocese em 1748, contratou a colocação do forro e a pintura interior da igreja. Nesta época também foi instalado o órgão decorado com talha e pintura em motivos chineses, de fabricação alemã. A construção da capela do Santíssimo Sacramento e a conclusão do reboco foram realizados entre 1751 e 1761, ano em que a pintura do teto da nave central e da capela-mor, e as duas cúpulas e o douramento dos altares laterais, foram executadas por Manuel Rabelo de Sousa. Ao mesmo tempo António José da Fonseca construiu os balaústres da nave e a grade do coro.

Várias outras obras, das quais não resta descrição exata, foram realizadas entre 1763 e 1789 por José Pereira Arouca e Fernando Cosme Guimarães. Na década seguinte a talha passou por reparos, e em 1801 o frontispício de taipa foi reconstruído em pedra e cal, respeitando a forma original. Novos reparos foram executados nos séculos XIX e XX. Por volta de 1930, todo o piso da nave foi trocado por ladrilho, e em 1937 o IPHAN fez um restauro completo.

Em fevereiro de 2016 iniciou-se uma outra reforma na Catedral. A reforma faz parte do PAC das Cidades Históricas. As intervenções vão ser realizadas nas alvenarias, pisos, forros, telhado, estrutura, instalações hidrossanitárias e de drenagem. Obras de conservação preventiva também serão feitas.

Descrição

A fachada tem traços sóbrios, com um corpo central e dois campanários laterais, uma porta centralizada e três janelas de verga reta no piso superior, e um frontão triangular de arremate. Segundo John Bury, seu estilo remete à arquitetura chã, uma variante do Maneirismo português, estilo que foi o mais comum na primeira fase construtiva da arquitetura sacra em Minas Gerais.

A planta possui uma nave central e duas laterais, mas estas são estreitas e mais funcionam como deambulatórios. Ali se encontram diversos altares. A capela-mor é separada da nave por um grande arco, em cujas extremidades são colocados dois grandes altares, entalhados por Francisco Vieira Servas. Dois outros altares importantes estão em capelas anexas ao cruzeiro que funcionam como transepto. Esses retábulos são os dedicados a Nossa Senhora do Rosário e São Miguel e Almas e os do arco cruzeiro a Nossa Senhora da Conceição e São José, executados pelo entalhador português Francisco Xavier de Brito. Também conta com um coro. A decoração é muito rica e sofisticada, mas devido ao longo lapso de tempo em que foi executada, não tem uniformidade estilística, variando do Barroco ao Rococó. A talha dourada da Catedral tem excepcional qualidade. Alguns altares revelam os traços da primeira fase do Barroco, o chamado Estilo Nacional Português, e outras são da segunda fase, o chamado Estilo Joanino, com os nichos ostentando rica estatuária. Um dos altares ainda guarda a imagem antiga de São João Evangelista, que foi um dos oragos da primitiva Matriz. O teto da nave tem uma pintura contra um fundo branco, mas não é a original, reduzindo-se hoje a um medalhão ornamental centralizado em estilo Rococótardio emoldurando uma cena de Nossa Senhora da Assunção entre anjos, encimado pela armas do Império do Brasil. A capela-mor também tem o teto pintado, mostrando imagens de cônegos santificados pela Igreja em meio a uma estrutura de arquitetura ilusionística, obra executada em 1760 por Manuel Rebelo e Souza, e possui ainda um cadeiral entalhado decorado com pinturas imitando a arte chinesa. No retábulo-mor aparece uma grande pintura datada da década de 1710-20 representando Nossa Senhora da Conceição, o que é curioso em vista do orago da Catedral ser a Assunção. A pintura substituiu o antigo trono entalhado para a imagem da Virgem.[6] O tapa-vento da entrada, entalhado e pintado com motivos chineses e florões na parte interna, é atribuído a Vieira Servas, que também esculpiu a tampa da pia batismal, esta feita em pedra por José Pereira Arouca. O painel no batistério representando o Batismo de Cristo é atribuído a Manoel da Costa Ataíde.

O órgão Arp Schnitger

Em 1753, a catedral recebeu recebeu de presente do rei D. José I o órgão Arp Schnitger, construído em Hamburgo na primeira década do século XVIII. É considerado o único dos órgãos da manufatura Schnitger que sobreviveram até os dias atuais que se encontra fora da Europa. A varanda em que se localiza o órgão foi executada por Manuel Francisco Lisboa, que também conduziu os trabalhos de assentamento do órgão na catedral.

Galeria

  • O teto pintado

  • O órgão

  • Detalhe do tapa-vento

  • Altar lateral

  • Fonte: Wikipédia

PADROEIRA  Nossa Senhora da Assunção

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A Assunção de Maria

Maria foi concebida sem pecado e teve como missão dar à luz a Jesus, que mais tarde viria a ser aquele que morreu em expiação dos nossos pecados. Como gratidão de Deus à Virgem Maria, ela foi elevada ao céu em corpo e alma pelos anjos. Este evento, chamado de Assunção, foi proclamado pelo Papa Pio XII como dogma da fé, em 1950. Por causa de sua Assunção, Maria não teve que aguardar o fim dos tempos para obter a ressurreição corpórea.

Diferença entre Assunção e Ascenção

A palavra “Assunção” significa elevação. Aplicada a Nossa senhora, significa que Maria foi elevada aos céus pelo poder de Deus, e não por seu próprio poder. Jesus, por sua vez, viveu a “Ascenção”, significando que Ele subiu ao céu por seu próprio poder. Maria foi “assunta”, ou seja, elevada. Jesus ascendeu, ou seja, subiu ao céu.

História da proclamação da Assunção

A proclamação da Assunção de Maria não é considerada muito antiga. Mesmo assim, a Assunção já era aceita pelos cristãos desde o tempo dos apóstolos. No século XIV, em Portugal, um fato notável aumentou a fé do povo na Nossa Senhora da Assunção. Dias antes da festa de Assunção de 1385, os castelhanos, com a intenção de tomarem o poder, realizaram uma invasão a Portugal para impedir que o Mestre de Avis, que viria a ser D. João I, fosse o sucessor do rei Dom Fernando, que teve uma morte prematura e não deixou um herdeiro para o trono. O reino invasor, desejando conquistar Portugal, já tinha atravessado a fronteira quando Dom João I implorou a proteção da Virgem Maria e prometeu construir um imponente templo em homenagem a Ela, caso os portugueses obtivessem sucesso na batalha. Nossa Senhora atendeu seus pedidos e Portugal foi salvo. Dom João I, demonstrando gratidão, mandou que todas as catedrais de Portugal fossem consagradas a Nossa Senhora da Assunção, ordenando também que fosse construído o convento da Batalha.

O culto chega ao Brasil

O culto a Nossa Senhora da Assunção atravessou os mares e chegou em terras tupiniquins, onde diversas paróquias adotaram-na como padroeira, principalmente a matriz de Cabo Frio e a catedral de Mariana. Celebra-se a Assunção de Maria aos céus em todo o mundo no dia 15 de março.

A igreja de Cabo Frio

A igreja de Nossa Senhora da Assunção de Cabo Frio se encontra em frente à atual Praça Porto Rocha. Ela foi construída no ano de 1615, com estilo jesuítico e altares barrocos. No altar-mor está a imagem da padroeira, esculpida em madeira. A igreja tem ainda uma capela com a imagem de Nossa Senhora de Assunção (substituiu a da Virgem Aparecida, considerada milagrosa e roubada há alguns anos) e uma com a imagem do Senhor Morto. A igreja passou por reforma em 1731.

A Igreja de Mariana

Assim que foi criado o bispado, a catedral de Mariana foi dedicada à Virgem da Assunção pelo papa Bento XIV no ano de 1745. Com estilo barroco jesuítico, é uma das igrejas mais ricas e importantes de Minas Gerais. Manuel Francisco Lisboa, pai do escultor Aleijadinho, e o pintor Manuel da Costa Ataíde trabalharam na construção e

A igreja de Fortaleza

A capital do Ceará também possui uma igreja em honra a Nossa Senhora da Assunção. Acima do altar-mor da igreja existe uma pintura de Nossa Senhora da Assunção cercada por anjos sendo elevada ao céu. Mesmo que Nossa Senhora da Assunção e Nossa Senhora da Glória sejam a mesma, sua iconografia é diferente.

Oração a Nossa Senhora da Assunção

“Ó dulcíssima soberana, rainha dos Anjos, bem sabemos que, miseráveis pecadores, não éramos dignos de vos possuir neste vale de lágrimas, mas sabemos que a vossa grandeza não vos faz esquecer a nossa miséria e, no meio de tanta glória, a vossa compaixão, longe de diminuir, aumenta cada vez mais para conosco. Do alto desse trono em que reinais sobre todos os anjos e santos, volvei para nós os vossos olhos misericordiosos; vede a quantas tempestades e mil perigos estaremos, sem cessar, expostos até o fim de nossa vida. Pelos merecimentos de vossa bendita morte, obtende-nos o aumento da fé, da confiança e da santa perseverança na amizade de Deus, para que possamos, um dia, ir beijar os vossos pés e unir as nossas vozes às dos espíritos celestes, para louvar e cantar as vossas glórias eternamente no céu. Assim seja!”



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Oração de São Francisco


Oração de São Francisco de Assis Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união; Onde houver dúvida, que eu leve a fé; Onde houver erro, que eu leve a verdade; Onde houver desespero, que eu leve a esperança; Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz. Consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém