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sábado, 5 de agosto de 2017

Enquanto temos tempo!

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Numa importante passagem de seu epistolário, o Apóstolo lembra a fugacidade do tempo e a necessidade de o aproveitamento com afinco. E por quê? Porque o tempo é a ocasião da semeadura de valores que colheremos na vida póstuma; quem semeia pouco, colherá pouco, mas quem semear muito, muito colherá (cf. Gl 6,10; 2Cor 9, 7-9).


Refletindo bem, verificamos
que o tempo não é simplesmente uma dádiva de Deus, mas é sim o dom básico, sem
o qual não pode haver outros dons. Infelizmente, porém, este dom nos escapa com
facilidade; passa rápido sem que tomemos consciência do seu valor porque, muito
atarefados, não conseguimos emergir para fora de nossas prementes obrigações a
fim de avaliar o seu significado no conjunto da nossa vida. Há também aqueles
para quem o tempo pouco vale, porque desligado da sua relação com o Além, de
modo que vão procurar um “passatempo” no jogo ou na bebida…

Ao chegar o fim desta vida
terrestre, muitos, olhando para trás, lamentarão ter perdido o tempo…;
desejariam recomeçar a vida – o que será impossível; daí a grande frustração.
Ver p. 336 deste fascículo.

A fim de que tal desfecho
não ocorra, exorta o Apóstolo: “Vede cuidadosamente como andais, não como
tolos, mas como sábios” (Ef 5,14). E que significa a expressão “como sábios”? –
Sábio, na Escritura, é aquele que olha para os valores do aquém sob a luz do
Além; coloca regularmente ante os olhos o Fim de todos os fins, ou seja, o
encontro com o Infinito e Absoluto, dimensionando cada valor passageiro com o
metro da eternidade. Quem o faz, não é assutado nem desinstalado pela dita
“morte”, mas vê nesta a consumação de uma carreira consciente, uma carreira de
quem rege o seu tempo e não é regido pelo tempo. Mais: quem assim vive, goza de
paz, pois a causa básica que perturba e desmantela o homem é o desviar-se do
Absoluto … desviar-se ele que foi feito para o Infinito: “Tu nos fizeste para
Ti, Senhor, e inquieto é o nosso coração enquanto não repousa em Ti” (S.
Agostinho, Confissões  1). Estas
reflexões não implicam alienação do cristão frente aos seus afazeres temporais,
pois, ele sabe que, ao desempenhar-se de tais deveres, ele joga não somente com
seu nome, mas no nome de Cristo e da religião, nome este que não é lícito
conspurcar, mas que é preciso abrilhantar por uma fidelidade generosa aos
compromissos. O cristão não vive só para si, mas também – e principalmente –
para Aquele que por ele morreu e ressuscitou (cf. 2Cor 5,14; Rm 14, 7-9).

Tenha S. Agostinho a palavra
final: “Façamos destes dias um símbolo do dia final. Façamos do lugar da
mortalidade um símbolo do tempo da imortalidade. Caminhemos depressa para a
morada eterna. “Felizes os que moram em vossa casa; podem louvar-vos
continuamente” (Sl 84,5)”.

Eis algumas ponderações que
o mês de julho – mês do tempo comum verde, cor da esperança – nos sugere. Sejam
penhor de uma vida cada vez mais prenhe dos valores definitivos!

Revista: ”PERGUNTE E RESPONDEREMOS”

Dom Estevão Bettencourt, osb

Nº 517 Ano:
2005 p. 289

(Gl 6,10)

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Oração de São Francisco


Oração de São Francisco de Assis Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união; Onde houver dúvida, que eu leve a fé; Onde houver erro, que eu leve a verdade; Onde houver desespero, que eu leve a esperança; Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz. Consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém