Manchetes

Menu

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Faço Novas todas as coisas

Resultado de imagem para Faço Novas todas as coisas

O livro do Apocalipse, em sua parte final, transmite as palavras do Senhor Deus: “As coisas antigas se foram (…) Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21,4s).

O binômio “velho-novo” fala espontaneamente a todo ser humano. Pois “velho” lembra “desgastado, deteriorado”, ao passo que “novo” implica vigor, ânimo, fortaleza … O mundo de hoje parece ansiar ardorosamente pelo “novo”, dado que está cansado do velho ou dos infortúnios do século XX, marcado por duas guerras mundiais. – Há quem responda a tais anseios propondo a mensagem de Nova Era (…). Esta acarretaria a solução dos problemas da humanidade, (…), solução trazida por extra-terrestres, que ensinariam aos homens novos métodos de vida, ou solução descoberta na Gnose ou em conhecimentos ocultos desde a antigüidade e reservados a poucos iniciados.


Quem reflete sobre estas propostas de novidade, indaga: qual o fundamento racional ou lógico para
admitir tal mensagem? – A emoção, a irracionalidade, o desespero parecem falar
mais forte, em tal contexto, do que a razão. A emoção, porém, e a
irracionalidade não são bússola para a conduta humana; quem se desliga da razão,
cai no subjetivismo fantasioso e caótico. Na verdade, só Deus – reconhecido pela
fé, que a razão credencia – pode fazer todas as coisas novas, como aliás as fez
no início da era cristã, salvando da decadência a civilização greco-romana e
construindo a civilização cristã. Esta foi a grande novidade no mundo antigo
(Deus é Amor e chama o homem a colaborar com Ele no acabamento deste mundo para
levá-lo posteriormente ao consórcio de sua bem-aventurança). A vitalidade dessa
mensagem não se esgotou; continua presente na história, anunciando uma nova
Aliança, um novo nome, uma nova criatura, novos céus e nova terra… O que se
questiona, é se os portadores da Boa-Nova acreditam nela com todas as suas
fibras, de modo a vencer os obstáculos que se lhe opõem e reimplantá-la no
mundo descristianizado. Este é o grande interrogativo do momento, que já Pio
XII (1939-1958) realçava ao observar: “O escândalo dos nossos tempos é que os
bons estão cansados e os maus não estão cansados”.

Importa, pois, ao cristão
tomar consciência do papel singular que lhe toca neste momento. O clamor por
novidade ou por Nova Era é o clamor pela única novidade capaz de preencher as
aspirações do homem; e essa novidade foi por Deus confiada aos seus servidores:
“Vós sois o sal da terra. Se o sal perder o seu sabor, com que se há de salgar?”
(Mt 5,13). Se os cristãos falharem, ninguém realizará o papel que lhes toca, e
este mundo continuará inquieto à procura de respostas que nem os discos
voadores  nem os segredos esotéricos lhe
poderão comunicar.

O novo ano seja ocasião para
que se renove a nossa consciência de que o mundo de hoje pede uma presença viva
e atuante dos cristãos autênticos, fiéis a Cristo em sua única Igreja confiada
a Pedro!

Revista: “PERGUNTE E
RESPONDEREMOS”

D. Estevão Bettencourt, osb

Nº 428 – Ano 1998 – Pág. 1

(Ap. 21,5)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Slide

Google+ Followers

Oração de São Francisco


Oração de São Francisco de Assis Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união; Onde houver dúvida, que eu leve a fé; Onde houver erro, que eu leve a verdade; Onde houver desespero, que eu leve a esperança; Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz. Consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém