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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Vem, Senhor Jesus!

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É muito significativo o fato de que a Escritura Sagrada se encerra com um apelo caloroso e repetido: “Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22,20.17).

São João nos diz que este
brado procede do Espírito Santo e da Esposa (=a Igreja), que Ele vivifica (cf.
Ap 22, 17). É a expressão de um anseio profundo, que os cristãos experimentam em virtude da sua condição de peregrinos…, e peregrinos do Absoluto.


Todo ser humano foi feito para a Vida, e a Vida plena, (…) para a Verdade e o Amor
sem contradições; sabe, porém, que ainda não atingiu o termo de suas aspirações.
Daí o apelo ardente, que o Espírito Santo, hóspede dos corações retos, sugere a
cada cristão e à Igreja inteira. São Paulo, aliás, nos diz que “não sabemos
como rezar, mas o Espírito socorre a nossa fraqueza, intercedendo por nós com
gemidos inefáveis” (Rm 8,26), ou seja, com gemidos que a linguagem humana é
incapaz de reproduzir.

Ao apelo da Igreja responde
o Senhor Jesus que virá, (…) e virá muito em breve: “Eis que venho em breve, e
trago a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap
22,12; cf. 22,7.20). Sem dúvida, Ele virá rematar a história: dirá a última
palavra, revelará os segredos dos corações, exaltará os que, na sua modéstia
despercebida, se esforçam por ser fiéis à vocação cristã.

Em breve (…) Isto não
significa iminência do fim do mundo, pois o Senhor Jesus vem diariamente em
seus sacramentos e sacramentos. Os bens definitivos já lançaram raízes nos
tempos presentes; o futuro já se deixa antegozar no decorrer mesmo da nossa
história. Por isto pode São João escrever: “Aquele que ouve, diga também: “Vem!”.
Que o sedento venha, e quem o deseja, receba gratuitamente água da vida!” (Ap
22,17). Através mesmo dos véus da fé e dos sinais sacramentais dá-se encontro
do cristão com Cristo, a fim de que antecipadamente usufrua dos valores
celestiais.

Estas ideias são a base da
espiritualidade da Igreja no mês de dezembro até o dia de natal. Nas quatro
semanas do Advento (= vinda) a Igreja se prepara sequiosamente para a vinda do
Senhor Jesus: (…), vinda nos sinais do Natal (…), Natal, porém, que não é senão
o primeiro eco da vinda definitiva do Senhor. A espera sequiosa de algo de
melhor, que corresponda aos mais genuínos anseios do homem, é profundamente
humana e cristã; torna-se espontâneo a todo homem sentir a precariedade dos
valores desta vida.

É para desejar, pois, que o
próximo Natal signifique para toda a humanidade, especialmente para as pessoas
de fé, a convicção renovada de que não esperam em vão, mas existe, sim, a
resposta, que é o Senhor Jesus, presente em seus sacramentos, penhor da vida
plena!

Revista: “PERGUNTE E
RESPONDEREMOS”

D. Estevão Bettencourt, osb

Nº 367 – Ano 1992 – p. 529

(Ap 22,20)

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Oração de São Francisco


Oração de São Francisco de Assis Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união; Onde houver dúvida, que eu leve a fé; Onde houver erro, que eu leve a verdade; Onde houver desespero, que eu leve a esperança; Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz. Consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém